11/12/2014

4- SEMANA CG #2: If I Stay (Gayle Forman)

"Eu percebi que morrer é fácil. Viver é difícil." - Se Eu Ficar


Mia é a ovelha negra da família.
Não só porquê os fios escuros de seu cabelo se diferenciam dos fios claros dos pais e do irmão mais novo, Teddy. Apesar de ter pais que curtem rock'n'roll, Mia se encantou por violoncelo e música clássica. Mesmo que ela tenha sido levada para os shows da antiga banda do pai, ela não conseguiu. Quando viu um violoncelo pela primeira vez foi paixão à primeira vista. Se seus pais ficaram decepcionados? É claro, mas era a filha deles. Eles a apoiaram. Mas ainda assim Mia se sentia excluída. Às vezes fazia brincadeiras com seus pais falando que fora trocada na maternidade. No fundo, isso doía. Sabia que o orgulho de seus pais era Teddy, que aos oito anos sabia tocar bateria e escutava rock clássico.
Mia nunca pensou que se apaixonaria. Principalmente por um cara do rock. Mas Adam conseguiu conquistá-la. Levou-a para um concerto, entrou em seu mundo. Os dois começaram a namorar. O tempo passou. Mia não conseguia se soltar nos shows de Adam. Eles brigavam, porém o namoro continuava.
Era um dia de neve quando aconteceu. As aulas haviam sido canceladas e sua mãe inventara estar doente para faltar o trabalho. Eles iriam visitar os amigos e depois iriam almoçar nos avós de Mia. O pai dela deixou que ela escolhesse a música durante a viagem. Como sempre, ela colocou um clássico. Pensava em Adam. Em violoncelo. Em coisas bobas. Não viu o carro vindo. Ela ainda escutava a música tocando no carro. Ela vira o corpo do seu pai. Gritava por Teddy. Então achou seu próprio corpo. Havia muita gente ao redor. Gritando ordens. E ela pensava que era um sonho. Como poderia estar ali? A levaram para o hospital. Ela não sabia o que estava acontecendo. Pensou que fosse um fantasma, mas não consegui atravessar as paredes. Fantasmas podem atravessar paredes, certo? Kim, sua melhor amiga, havia chegado no hospital. Havia mais pessoas querendo notícias.
Seu corpo é levado para a sala de cirurgia. A enfermeira diz uma coisa em seu ouvido. Tudo depende dela. Ela quer ficar? Mesmo sabendo que seria órfã? Ela quer partir? E abandonar seus avós, sua amiga, seu namorado? E Teddy? Ele ainda estava vivo. Como ela poderia abandoná-lo? Eram tantas razões para partir e tantas razões para ficar. Mas, afinal, tudo dependia dela.

Esse livro me deixou surpresa por ter um modelo diferente. Tudo se passa em, o quê, uns dois dias? Em suas poucas páginas conseguimos conhecer os personagens e nos prender a eles. É incrível como a escritora nos conta a história. Há frases e frases lindas. E, cara... A cena do acidente foi incrível. O modo como foi descrito. Emocionante.
Enfim... Minha nota para esse livro é 5 caldeirões quentes e 0 caldeirões frios. Só para vocês verem como é bom, haha! Eu gostaria muito mesmo de saber o que vocês acharam do livro. Um grande beijo e espero que estejam gostando da segunda edição da Semana CG!

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